
Se existe um motivo para assistir à sequência das tradicionais bizarrices do grupo Jackass (com boa parte formada por dublês ou artistas de circo) no cinema, é o modo como o diretor Jeff Tremaine resolve utilizar a “moderna” inserção do 3D no filme, para chocar ainda mais o público.
A adaptação da série exibida na MTV na última década encontra bons e absurdos usos para a tecnologia do 3D. Quem se arriscar pode se deparar com qualquer coisa (qualquer coisa mesmo!) voando pela tela e passando bem perto dos olhos.
Por outro lado, falta imaginação e criatividade na criação das pegadinhas propriamente ditas. Já vimos antes Steve-O passando por, digamos, situações fisiologicamente grotescas e Johnny Knoxville sendo literalmente atropelado por um touro furioso. A graça acaba.
Apenas em poucos momentos o grupo consegue brincar com a situação de mesmice. Quando reconhece a saturação da fórmula e adapta suas velhas piadas com cinismo, o humor funciona.
Em suma, “Jackass 3D” é apenas uma versão requentada, sem tanta criatividade para passar dos limites do ridículo, dos outros dois “filmes” e da série de TV, trazendo apenas como diferencial o uso de efeitos tridimensionais.
Desde sua ascensão nas MTV, Jackass só agrada a um pequeno nicho. Portanto, tudo vai depender do gosto, paciência e estômago de cada um para engolir o que é expelido da tela com realismo 3D.


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