
Para quem foi apelidado de O Príncipe das Trevas, até que Ozzy Osbourne é bem normal.
Começou pela pontualidade: exatamente às 13h desta sexta-feira (1º), o horário previamente combinado, ele iniciou a entrevista coletiva para a imprensa brasileira, realizada em um hotel na região da avenida Paulista.
Osbourne fará seu segundo show da turnê de divulgação do álbum Screamneste sábado (2) na Arena Anhembi.
Simpático, o roqueiro de 62 anos garantiu que pretende continuar a lançar discos e a fazer turnês, mesmo com a indústria do disco em declínio.
- Vou fazer turnês até morrer!
Algo que ele garante que não fará mais é reality shows de TV. Mesmo com o sucesso que The Osbournes teve no início dos anos 2000.
- Na verdade, eu e a minha família só iríamos participar de um episódio do The Cribs, e isso acabou virando um programa nosso. Ter câmeras 24 horas e sete dias por semana te acompanhando te deixa "loco"! Isso, numa época em que Sharon estava com câncer, meus filhos tinham problemas com drogas...
O cantor garante que tem ótimas recordações de sua primeira visita ao Brasil, em 1985, quando se apresentou no Rock in Rio.
- Foi um dos maiores shows que fiz em toda a minha vida, e o palco era enorme. O público brasileiro é apaixonado por música, adoro vir cantar aqui.
Quando ao retorno da formação original do Black Sabbath, banda que o tornou uma lenda do rock, ele deu duas respostas:
- Possibilidade (da volta)? Existe. Quando (vai ocorrer)? Não sei!
Conhecido por seu comportamente alucinado nos anos 70 e 80, ele comenta sobre o fato de estar aí, vivo e na ativa.
- Sobreviver foi muito importante, embora aqueles anos loucos tenham sido ótimos. Agora, eu controlo a minha loucura, pois atualmente não fumo, não bebo e não uso drogas.
Ao ser questionado sobre o porque sempre costuma escolher guitarristas ainda jovens e desconhecidos para as bandas que o acompanham em seus shows, ele deu uma explicação bem interessante.
- As pessoas sempre me perguntam isso. Prefiro pegar músicos com fome, com vontade de crescer na carreira, pois muitas vezes os já consagrados estão acomodados, não rendem tanto como os novos.
O autor de Suicide Solution, Bark at the Moon e tantos outros sucessos do heavy metal diz que se sente surpreso ao olhar o público em seus shows.
- Tenho visto plateias que incluem desde garotos até senhores de idade, é uma grande dádiva ver tanta diversidade em meu público, considero-me um felizardo. Sou um cara normal que procura respeitar os fãs, pois sem eles não viveria a vida que vivo atualmente.
Quando perguntaram a ele quem era mais louco, se ele ou Keith Richards, dos Rolling Stones, ele brincou:
- I'm "loco"! (risos). Não existe um concurso entre nós para ver quem é mais louco, os dois são loucos.
O repertório do show em São Paulo deve incluir músicas de várias fases de sua carreira.
- Não consigo agradar a todos, se cantasse todas as músicas que me pedem, meu show duraria cinco dias.
Ao ser questionado sobre a música atual, ele também foi direto.
- Não ouço Justin Bieber. Até ouvi a Lady Gaga, mas acho ela muito entediante. Acho que sempre haverá espaço para bom rock and roll. Faço isso há 42 anos e ainda se interessam pelo meu trabalho, não sei se Justin Bieber estará aqui daqui a 40 anos.
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