
Com raras exceções – talvez porque ainda não tiveram tempo – todos os blogs e sites especializados em seriados de televisão estão falando sobre Charlie Sheen, seu vício, seu escândalo e a consequente decisão da produtora Warner Brothers, do canal CBS e dos produtores de Two And A Half Men de encerrar esta temporada ainda no episódio 16, já exibido.
Mas não são só eles: até mesmo o portal da revista Exame, conhecida por seu perfil empresarial, está falando do caso que envolve um dos atores mais bem pagos da televisão, que após uma carreira de início com sucesso meteórico no cinema acabou claudicando por filmes de pouca expressão até encontrar em Charlie Harper uma versão de sucesso de si mesmo.
Two And A Half Men foi um achado para o ator: o seriado que mostrava dois irmãos, um que faz tudo que é considerado errado mas se dá bem em tudo enquanto o todo certinho com um filho nada brilhante só se ferra, colocaria Charlie fazendo mais sucesso a cada episódio, e se tornaria a comédia mais assistida nos EUA.
Em seus oito anos no ar o seriado seguiu bem, mas o mesmo não pode ser dito de seu protagonista, que várias vezes acabou na capa dos tablóides pelas besteiras em sua vida pessoal. Até que, neste ano, ele parece ter encontrado o fundo do poço: caso com atriz porno, que declarou que poderia estar grávida do ator e depois perdeu o bebê, bebidas, drogas, violência, problemas para cumprir a agenda de filmagens, até o afastamento em janeiro em uma clínica para reabilitação, na qual ficou poucos dias e da qual saiu dizendo aos quatro ventos que estava pronto pata voltar ao trabalho.
A questão é que o canal e o produtor Chuck Lorry resolveram segurar a onda e esperar um pouco mais, afinal, cada paralisação da produção custa uns bons dinheiros. A atitude foi mal recebida por Charlie que declarou a mídia que estava pronto para o trabalho e não entendia o porquê da enrolação.
A tensão criada fez com que até mesmo Martin Sheen, normalmente discreto na mídia quando o assunto é sua família, viesse a declarar o quanto estava preocupado com seu filho e o domínio da bebida sobre ele.
Ao que parece a disputa pelo “poder” de Charlie e Lorry só foi esquentando, até resultar em umaentrevista para uma rádio americana em que ele xinga o produtor, usa de brincadeiras anti-semitas, crítica os Alcóolicos Anônimos e encerra falando que o poder e o público são dele.
Essa parece ter sido a pedra que faltava para enterrar a difícil relação: canal e produtor anunciaram que a equipe não voltará ao estúdio para os episódios faltantes desta temporada, que em teoria teria 24, e deixaram no ar a impressão de que talvez não tenhamos uma 9ª temporada.
Eu confesso que nem fico triste pela série, que, a despeito de continuar acompanhando, perdeu muito de sua qualidade e hoje arranca poucos risos, mas fico bastante triste por Charlie e torço para que ele possa se recuperar de forma definitiva.
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