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28 de jun. de 2011

Revista Time entrevista Selena Gomez


A revista Time, revista essa super respeitada, entrevistou esta semana Selena Gomez, leia a tradução abaixo:
Cordelia é uma das personagens que você interpreta em Monte Carlo, é uma provocação aos tablóides. Eles tem um grande interesse em você, especialmente depois que você começou a namorar Justin Bieber. Isso repreende você na maneira de viver?
Sim. Mas ao mesmo tempo eu tenho apenas 18 anos. Eu não quero ficar com medo ou me esconder porque tudo que minhas ações não podem ser levadas a sério.

Você pode me dar um exemplo de algo que você não pode fazer?
Eu tento nunca responder essa pergunta, porque sinto que não quero me privar de nada. Eu sei que não devo ir a certos lugares, mas não quero que isso me impeça.

Várias atrizes quando estão crescendo sentem uma pressão para se tornarem mais sensuais, você sente isso?
Eu nunca fui o tipo de pessoa que pensa nisso desse jeito. Eu tenho alguns fãs que estão entre 7 e os 15 anos. Agora que estou ficando mais velha – vou fazer 19 anos – é claro que estou me tornando uma mulher, mas não quero explorar esse meu lado, mas ao mesmo tempo eu tenho que ser honesta com meus fãs. Eu ainda me sinto desajeitada filmando de biquini, então realmente não acho que haverá alguma mudança drástica nesse lado.
Os meninos não sofrem com essa mesma pressão. Você acha que existe uma pressão maior para as mulheres?
Sim, mas eu sei bem como é. As vezes as fãs de cantores ou atores podem ser meio malucas. Eu era assim com Jesse McCartney e N’Sync. Já com meus fãs eu sei que poderia sair com eles para ou restaurante ou algo sem problemas. Eu adoro que não me sinto acuada perto deles.

Como você começou a namorar o Justin, o mundo do Twitter foi a loucura. É estranho ver as pessoas falando assim de você?
Sim e não. Metade dessas meninas não falariam isso na cara de alguém. Sou humana é claro que me machucou, mas ultimamente estou rindo disso tudo.

Justin, você, Demi e até mesmo Tom Cruise foram criados por suas mães. Você acha que isso influência, pois varias se tornaram famosos?
Eu não sei. Minha mãe não teve as melhores experiências com relacionamentos, então eu acho que faz com que eles façam de tudo pra se livrar das coisas ruins. Eles só querem o que é melhor para seus filhos.
Outra coisa é que vários famosos cresceram em famílias cristãs. Você acha que tem algo a ver?
Eu sou cristã e eu era deixava isso bem claro, até quando as pessoas começaram usar isso contra mim. Agora eu aprendi a guardar isso apra mim. Eu não acho que isso tenha a ver com seu trabalho ou como me exponho. Acho que misturaram demais as coisas.

Você está trabalhando em Os 13 Porquês, em uma personagem que comete suicídio, e depois manda 13 fitas para as pessoas que a machuram. Soa pessoal.
Seria muito bom poder sentar e conversar com todas as pessoas que me machucaram e contar quais foram os motivos. Eu tenho certeza que seria bom, e a minha personagem faz isso de uma maneira radical. Isso foi o que me chamou atenção – seria muito bom se todos pudessem sentar e conversar, mas não é fácil.

É verdade que você conseguiu mais de 1 milhão de reais para o UNICEF?
Não fui só eu. Foi uma campanha que fizemos, foi a ajuda de todos os meus fãs.

Você já foi ao Waverly Place?
Eu fui uma vez cerca de um ano atrás e almoçei lá. E queria poder ter filmado lá.

Tradução: Equipe Selena Gomez Brasil

“Eu espero que meu público cresça junto comigo”, diz Selena Gomez

O portal do Acess Atlanta fez um Q&A (Question and Answer) com nossa diva, que foi publicado na manhã de hoje (28). Traduzimos a matéria e você pode conferi-la logo abaixo. Ah, apesar de ser meio grande, garantimos que vale muito a pena ler!
Pergunta: Seus recentes problemas de saúde foram expostos em blogs e jornais de lugares do globo cujo a maioria das pessoas nem nunca ouviu falar sobre. Você não se sente como estivesse vivendo sob as lentes de um microscópio às vezes?
Resposta: Não acho que seja o caso. Eu realmente recebo reações impressionantes de fãs que são de países que nunca visitei. Acho que nunca vi isso como uma coisa ruim, negativa. Eu amo o que faço, então é bom que haja uma reação dos fãs. A única coisa que digo não gostar é, obviamente, esse microscópio na minha vida pessoal. Isso pode ser realmente frustante às vezes, porque sinto que trata-se cada vez menos e menos sobre arte e entretenimento – não apenas para mim, mas para todo mundo.
P: Você se sente muito perseguida pelos paparazzi?
R: É oito ou oitenta. É até meio estranho. Às vezes isso [ser muito perseguida] acontece, e às vezes eu consigo evitar.
P: O que em “Monte Carlo” fez com que você sentisse que esse era o filme certo para este momento de sua carreira?
R: É a transição que eu preciso. Obviamente, estou em um ponto crucial da minha carreira. Eu acabei de sair do Disney Channel. E agora eu estou pisando num mundo adulto – jovem adulto. Mas a verdadeira razão para eu ter escolhido [este filme] é o público que assiste “Os Feiticeiros de Waverly Place”, então eu queria algo que me satisfizesse artisticamente e que meus fãs pudessem ir assistir.
P: Você acha que para continuar seu progresso você precisa necessariamente trazer essa audiência [de "Feiticeiros de Waverly Place"] junto ou você se vê interpretando papéis que vão chamar a atenção de um público mais maduro?

R: O problema com isso é que eu não estou pessoalmente nessa colocação [de um público mais maduro]. Eu farei 19 anos em breve, então ainda estou em uma posição muito jovem. Eu sinto sim que estou amadurecendo, virando uma adulta. Mas ao mesmo tempo, eu ainda estou desconfortável com algumas coisas. No momento, fazer filmes como “Monte Carlo” é a posição em que estou pessoalmente. Então eu apenas espero que meu público cresça junto comigo. Eu não acho que chegarei a um ponto em que não gostaria de vê-los indo assistir aos meus filmes.
P: Foi um desafio interpretar os dois papéis (Grace, uma garota do interior do Texas que se forma e consegue sua viagem dos sonhos à Paris; e a mimada socialite britânica Cordélia Winthrop Scott, com quem Grace é confundida e assume sua identidade)?
R: Foi divertido, e foi definitivamente um desafio. Eu tive que ser alguém completamente diferente. As pessoas já haviam me visto interpretando uma personagem como a Grace em outros papéis que eu já havia experimentado, então interpretar a Cordélia foi realmente divertido porque eu pude dar vida à uma vilã.
P: Há algum outro diretor ou ator com quem você deseja trabalhar?
R: Claro! Minha atriz favorita é a Rachel McAdams. Eu amo Kate Winslet, Meryl Streep e Renee Zellweger em comédias. Para os papéis masculinos, eu adoro Leonardo DiCaprio, Johnny Depp. Eu amo Shia LeBeouf, eu acho que ele é realmente talentoso e de certa forma também veio de um cenário como a Disney, o que é muito inspirador para mim. E diretores, eu adoraria trabalhar com Martin Scorsese. Eu duvido que ele agarraria uma oportunidade de trabalhar comigo (risos), mas eu iria amar trabalhar com ele.
P: Você acha que consegue manter o sucesso em sua carreira musical enquanto tenta envolver seu nome no mundo do cinema?
R: Eu trabalho com música mais para me divertir. Eu não faço nada que seja muito sério. Eu amo fazer músicas que deixam as pessoas felizes… Mas atuar é algo pelo qual eu trabalho realmente duro e no qual eu me jogo completamente, e eu realmente espero poder ser, profissionalmente, reconhecida com respeito. Isso é algo pelo qual terei que lutar por causa de onde eu comecei [minha carreira].
P: É difícil manter os pés no chão? Há vários exemplos de cantores e atores que começaram muito bem quando jovens e depois piraram para fazer essa transição e acabaram virando manchete do TMZ.
R: Eu comecei a trabalhar muito quando tinha 14, 15, e dá para notar esse senso de autoridade. Há pessoas que trabalham para você de uma forma que não é realmente saudável. Mas minha mãe foi quem deixou muito claro para mim desde o primeiro dia que as pessoas não estão trabalhando para mim, elas estão trabalhando comigo. Eu devo tudo isso à minha mãe. Eu acho que essa é meio que a razão por eu ser quem sou.
Matéria: Acess Atlanta

26 de jun. de 2011

Confira a entrevista que Will.I.Am deu dia 23

Will.i.am: “Agências de publicidade são o passado”

Will.i.am, líder do Black Eyed Peas, falou  (23/06), sobre como a mudança de clima da mídia e dos hábitos de consumo estão gerando um profundo e absoluto impacto sobre os marketeiros globais que procuram por novos consumidores.
Will, um dos embaixadores de maior sucesso da música, ao falar no Cannes Lions International Festival of Creativity, não pegou leve na sua mensagem em frente a um extasiado público composto por agentes da mídia e da publicidade.
“Agências de publicidade são o passado”, disse ele. “Mas agências de publicidade que podem transformar consumidores em agentes que agregam valores à comunidade e à vida, esse é o presente.”
O artista multi-platina estava no Sul da França, em sua nova aparência, como diretor de inovação criativa da Intel.
Will baseou-se em sua experiência de fazer música em computadores durante a última década para ilustrar o quão rápido a mídia e a tecnologia estão mudando.
“Agora é um momento único, porque a TV não é mais o que costumava ser. É tecnologia antiga. Quando você a compara com o tablet desse cara – o qual o utilizou para tirar uma foto. Tudo já mudou, há dois segundos atrás havia um grande tablet antigo.”
“Esse tablet inteligente que ele tem, o telefone inteligente, é mais poderoso do que a TV. É mais poderoso do que qualquer revista, do que todas as revistas de uma vez.”
“Então o que todos estamos vivendo é uma grande mudança importante: o que as agências de publicidade costumavam fazer, o que os vendedores costumavam fazer, e que as marcas querem continuar fazendo. Essa interação e envolvimento com um monte de gente. Para colocar a marca à frente de todos”
A sua mensagem ao público presente serviu para atrelar talento criativo e encontrar soluções inovadoras para cortar ou manter conexões.
“Agências de publicidade ainda são importantes, mas elas ainda estão tentando descobrir como acrescentar, e como ser um agente de marca nessa nova cultura que estamos vivenciando”, diz ele.
“Como você conquista os consumidores e transforma-os em agentes que agregam valores à sua marca e às suas comunidades, esse é o quebra-cabeça.”
Falando para a campanha, Will.i.am, de nome verdadeiro William James Adams Jr, expandiu o seu tema. Ele falou: “Nós estamos vivenciando o nascimento de algo. Há um grande vazio que as pessoas estão tentando preencher.”

Dulce María concede entrevista para “Vida Diaria”


Sua chegada causou rebuliço na instalações do Aeroporto Mariscal Sucre de Quito na terça passada às 14:02. Dezenas de fãs e membros de seu fã-clube a receberam com gritos, faixas, flores, e aplaudiram a cantora mexicana Dulce María. Ela falou com exclusividade ao Vida Diaria e nos contou os detalhes de sua visita. Também esta tarde, às 16:00 está planejado uma sessão de autógrafos com os fãs no Shopping Iñaquito CCI, na praça de alimentação.
Qual é a sensação de lançar seu álbum solo após tal sucesso com o grupo RBD?
É uma nova etapa, uma nova jornada e um grande desafio para participar sozinha. Agora eu não sou apoiada tanto por uma novela, uma série, ou um grupo … Eu estou cantando para as pessoas as minhas histórias e cartas que eu escrevi.
Como artista tem se desdobrado em diversas áreas: como atriz, cantora e escritora. Qual destas três se apaixona mais?
Definitivamente música. Ser capaz de expressar através de minhas letras na música é o melhor… E apenas estou começando! Este é apenas o começo de uma carreira como cantora e compositora.
Escreveu um livro com o título “Dulce Amargo”. Gostaria que este livro fosse promovido em outros países?
Sim, saiu – à venda – no Brasil, Eslovênia e Venezuela, são países diferentes, em línguas, mas chegou e ultrapassou o âmbito do que eu pensava. O livro foi muito pessoal como eu fiz e estou feliz que as pessoas que têm isso como uma determinada mensagem para você“continuar acreditando no que você quer.”
É estangeira no amor ou em que você se considera estrangeira?
No amor! Estou atualmente de férias (risos).  Não tenho como uma âncora, uma pessoa que me espere, como eu viajo muito, estou focada no meu trabalho. Eu acho que a música é muito ciumenta. Poderíamos dizer que é como um namorado … leva tempo e esforço, como tudo, mas aqui estamos a dar (risos).
Falando nisso … Na criação de seu novo álbum, por que dividi-lo em duas partes?
Ouvi mais de 300 temas e também escrevi vários outros, juntei-me a meus compositores e indiquei o que queria, o tipo de coisas que chegavam a mim nesse momento. A parte mais difícil é escolher as músicas. Há tantas, mas devem ser escolhidas para ir em um disco.
Por que Estrangeira?
No início queria que se chamasse Gitana (Cigana), porque é como eu sinto. Se você é estrangeiro é porque não pertence a lugar algum. Atualmente, eu não pertenço a lugar algum, por isso me sinto estrangeira e nenhuma das minhas músicas falam de um amor fiel, de alguém que se foi ou de alguém que sente falta ou apenas está apaixonado.
A pouco tempo disse que está melhor sozinha, mas  o que aconteceu com Alfonso Herrera, Pablo Lyle e com Pepe Medero (de Panda)?
- Se surpreende com a pergunta – Nada… São meus amigos.
Qual seria seu homem ideal ou o que você vê?
Eu tenho que admirar. Eu gosto que seja carinhoso e é importante ter um equilíbrio. Se você der energia, der atenção, der carinho, tem que ser algo recíproco. O modo de ser de cada pessoa é importante.
Vamos voltar à sua carreira musical: O que você sente mais falta de ser uma RBD?
Dos shows. Eram estádios enormes onde se sentia adrenalina incrível, mas eu sou muito grata por ter vivido naquela época e agora estou reavaliando a minha carreira onde eu canto as minhas histórias e digo o que sinto.
Por que não optar por ser atriz se você tem talento?
Já estou 20 anos nisso e eu atuei toda a minha vida. Eu só estive um ano sem atuar, então não é que eu não escolhi. Agora eu só quero a música.
Sobre sua infância e juventude … Quais são as suas memórias de Plaza Sésamo ou Discovery Kids?
Ao decorrer destes projetos cantei muitas vezes as canções de bonequinhas (risos). A longo prazo você vai se preparando. É como o início de minha carreira.
O que é o melhor de ser mulher para você?
A fragilidade que pode ter uma mulher. Uma força muito grande simplesmente pelo fato de ter filhos. Também temos paciência e conseguimos o que nos propomos.
O que escutou do Equador?
A Metade do Mundo… Quero ir lá! Sei que é um lugar especial e que queríamos conhecer – com minha equipe -. Me dou conta que as pessoas – no Equador – são bonitas, hospitaleiras e super amáveis.
E a sua recepção?
Foi algo muito bonito e inesquecível. Valorizo o carinho das pessoas e meus fãs que estiveram lá.
Em breve se encontrará com seus fãs em uma sessão de autógrafos… O que pode dizer a eles, que a seguem desde quando era uma RBD?
Dizer a eles muito obrigado. Que é super importante o apoio que me dão e obrigado por me acompanhar desde o principio e espero dar a eles o melhor. Esta tarde os espero no CCI onde darei autógrafos e tiraremos fotos.
Assim sou eu…
Dulce María fez parte do grupo mexicano RBD com o qual ficou conhecida.
Seu disco Extranjera – Segunda Parte sai à venda (no Equador) no dia 1º de julho.
Na conferência de imprensa manifestou que Anahí é uma de suas melhores amigas e que os rumores de brigas são falsos.

18 de jun. de 2011

Lady GaGa no Paul O'Grady Show (apresentações e entrevista)

Além da performance careca de "Hair" que noticiamos a pouco (aqui) Lady GaGa fez muito mais no programa Paul O'Grady. O Programa inteiro em sua homenagem teve 4 apresentações musicais, que contaram com as músicas "You and I", "Hair", "Born This Way", "Judas" e "The Edge Of Glory" do novo CD "Born This Way", e uma entrevista com o apresentador Paul O'Grady.
"You and I":
"The Edge Of Glory":
e "Born This Way/Judas":
A entrevista você pode conferir também aqui:
Parte 1:
Parte 2:

11 de jun. de 2011

Britney Spears concede entrevista ao ET e revela detalhes de sua turnê

Nesta semana, o programa Entertainment Tonight exibiu uma entrevista exclusiva com a Britney Spears e sua nova turnê, a The Femme Fatale Tour.
Foram exibidas várias cenas dos ensaios da turnê, com as músicas (Drop Dead) Beautiful, How I Roll, Up N' Down, I'm A Slave 4 U e o hit Till The World Ends. Britney executará a coreografia original de Slave 4 U, assim como fazia em 2001.
Na entrevista, a cantora falou sobre os preparativos para sua turnê e disse que procura sempre correr para ter fôlego durante os shows, e que seu nutricionista supervisiona tudo que ela come, e sempre prepara suas refeições. Britney ainda disse que faz questão de seu travesseiro para descançar e uma boa maratona de Sex And The City.
Spears ainda disse que irá levar seus filhos junto com ela durante a turnê, e que tenta equilibrar sua relação com o trabalho e como mãe.
"É muito interessante ver que eles ficam 'Essa é a Britney Spears, ou essa é você, mamãe?" - disse a cantora. "Eu respondo: 'Sou a mesma pessoa!' É muito fofo!"
Confira as duas partes da entrevista, logo abaixo:
E hoje, o site do programa ET, divulgou outro pedaço da matéria, onde mostra mais alguns trechos dos ensaios das músicas e uma entrevista com Jamie King, diretor da turnê, que também dirigiu a The Circus Starring: Britney Spears Tour.
Jamie afirma que o show terá vários momentos surpreendentes e que a Circus Tour foi apenas uma prévia.
Confira:

27 de mai. de 2011

OMG:Lady GaGa concedeu entrevista para a Xuxa

A apresentadora Xuxa, durante sua visita ao México, entrevistou nada menos que Lady GaGa.
Ainda não temos muita informação sobre a entrevista, mas ao que tudo indica, GaGa disse um "I Love You, Xuxa" para a rainha dos baixinhos.
Confira uma foto tirada no set das gravações:
A entrevista irá ao ar no dia 9 de Junho, no TV Xuxa na Rede Globo. Não Percam!

26 de mai. de 2011

Se Beber Não Case 2: a entrevista comédia


O sucesso de “Se Beber, Não Case” (2009) foi absoluto entre público – arrecadou mais de US$ 450 milhões nas bilheterias mundiais, uma renda espantosa para um filme de classificação indicativa elevada e de críticas positivas – , foi louvado como o “Cidadão Kane” dos filmes de bebedeira e premiado com o Globo de Ouro de Melhor Comédia.
Nada fazia prever um resultado tão satisfatório. O enredo, afinal, era extremamente genérico: durante uma despedida de solteiro, um grupo de amigos acorda de um porre sem recordações da noite anterior, e tem de refazer os passos para preencher as lacunas deixadas pela ressaca. Não por acaso, a continuação, que segue à risca a fórmula do primeiro filme, chega já com a garantia de sucesso, mas foi feita, claramente, no mesmo modelo que regeu o filme original.
Durante entrevista coletiva com a imprensa para divulgar o longa, o diretor Todd Phillips e o trio de protagonistas – Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis – deixaram evidente que possuem, por trás das câmeras, a mesma afinidade que aparece nas telas. E o mesmo senso de humor pervertido, também.
Mesmo com a expectativa de uma franquia, muito do material de divulgação foi fotografado informalmente. “Queríamos que parecesse algo muito caseiro, como o tipo de coisa que seus amigos postariam no Facebook”, comentou o diretor. “Fizemos várias fotos em um quarto de motel, só com uns saquinhos de ‘cocaína’, um macaco e algumas armas, e esse era todo o conceito. Tiramos de 40 a 50 fotos e eu amei todas elas: eram ridículas”, completou.
O orçamento, porém, lhes permitiu filmar em locações internacionais. Para a sequência, todos foram levados de Las Vegas, onde as desventuras do filme original são ambientadas, para a mais exótica – mas também bem mais conservadora – Tailândia. Na trama, Stu (Helms) está se casando no país, e as confusões provocadas pela bebedeira se dão às vésperas do casamento.
Para filmar no país, o diretor afirmou que teve de submeter uma versão do roteiro para a avaliação do governo e dos oficiais tailandeses. “Há alguns problemas sensíveis na Tailândia que nós naturalmente evitamos. Eles leram e viram tudo o que foi feito lá, mas acho que, da mesma forma que Vegas nos acolheu, Bangkok ficou feliz de ter ‘Se Beber, Não Case 2′ lá”, comentou Phillips.
Os atores concordam com o diretor. E que ninguém pense que eles gozaram de todos os privilégios de uma equipe de cinema: a bagunça das ruas de Bangkok lhes foi muito mais atraente. “Eu me apaixonei por Bangkok”, disse Cooper. “Nós passamos duas semanas em um resort, e eu mal podia esperar para voltar para Bangkok”, brincou.
As piadas continuam em alta voltagem, e mesmo que muitas delas já tenham sido adiantadas nos trailers e prévias, eles garantem que o público ainda será pego desprevenido. “Para promover uma comédia, fala-se muito sobre quantas piadas colocar no trailer, mas não acho que isso estrague alguma coisa, porque, no filme, é uma apresentação completamente diferente dessa mesma informação”, advertiu Helms. “Ainda há muitas surpresas nesse filme”, completa.
O diretor articulou um raciocínio similar. “É um filme de censura elevada, então não se pode mostrar muita coisa no trailer”, disse Phillips, sugerindo a enorme quantidade de palavrões e alusões sexuais da trama.
Um desses palavreados é especialmente arriscado: a palavra “nigger”, que descreve os negros de maneira pejorativa. O xingamento é proferido por Alan, o personagem de Galifianakis, responsável pelas maiores risadas do filme original, graças à sua completa falta de bom senso. “Acho que o Alan diz isso tão sem noção que chega a ser engraçado”, comentou Zach sobre o personagem. “Essa palavra pode ser inflamatória, mas Alan é tão tapado que é como se tirássemos sarro das pessoas que a falam”, completou.
Outro exemplo da mentalidade distorcida do personagem: em uma das cenas, ele imagina o grupo como crianças. “Para mim, isso é uma ideia típica de Michael Jackson”, provocou Phillips.
“Michael, eu realmente acredito, pensava em si mesmo como uma criancinha, então se rodeava por elas. E eu acho que é assim que o Alan enxerga o mundo. Alan não é algum tipo de pedófilo, mas alguém que iria de skate para um colégio só porque quer fazer amigos”, sofismou o diretor. O que é, enfim, uma maneira de utilizar o politicamente incorreto não pelo choque gratuito, mas para incidir uma reflexão sobre os temas.
“Se Beber, Não Case – Parte II” é eficiente justamente por funcionar como uma diversão despirocada, para assistir com o cérebro desligado, e, ao mesmo tempo, como uma comédia inteligente sobre sujeitos não muito espertos. E a confiança do estúdio no sucesso da continuação é tanta que, durante entrevista coletiva para divulgar o longa, o assunto de um terceiro filme foi abordado com entusiasmo.
“Obviamente, nós sempre imaginamos como uma trilogia. O terceiro seria um ponto final, mas só posso falar o que tenho na cabeça. Não discuti a respeito com os atores”, disse Phillips.
Para o diretor, o terceiro filme não seguirá necessariamente o escopo dos dois primeiros, mas certamente preservará o elenco. Indagado sobre a possibilidade de desenvolver um filme só sobre um dos protagonistas da franquia, Phillips brincou: “Fale com os agentes desses caras”, e apontou os atores.
Há, porém, a chance real de um spin-off estrelado por um coadjuvante: um dos personagens mais risíveis da franquia, o gângster Mr. Chow (Ken Jeong, da série “Community”, que reprisa o papel nesta sequência). “Eu amo o mundo que nós criamos e amo cada ator nesses filmes. Então, quem sabe, não façamos um filme sobre o Chow? Ele é um homem cercado de mistério tal qual Austin Powers”, disse Phillips, referenciando o agente interpretado por Mike Myers.
Certamente, “Se Beber, Não Case” tem bala na agulha para continuar rendendo louros – e o motivo é muito simples para os envolvidos. “Acho que muitas comédias americanas se desculpam pelo comportamento dos personagens nos últimos 10 minutos. Nós não fazemos isso”, afirmou Todd. “O final é: ‘Foda-se, que seja, acabou, vá embora’”, encerrou.
“Aliás, também é assim que todas as festas na casa do Todd acabam”, brincou Galifianakis, zoando o próprio diretor.
Via(Pipoca Moderna)

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